Interpretações marcianas em ‘Antes da extinção’, Umberto Eco/’A Memória vegetal’, Record 2010

8 de abril de 2014

Resenha de Oaamooaa pf Uaanoaa (Universidade de Aldebarã)

Screen shot 2014-04-08 at 4.26.32 PM

Lançamento, Rosari 2014

31 de março de 2014

Cartaz 03

Imagens nas embalagens da feira livre

28 de março de 2014

Screen shot 2014-03-28 at 3.09.49 PMScreen shot 2014-03-28 at 3.09.31 PM

Olhar gráfico na revista Abigraf #269

24 de março de 2014

Screen shot 2014-03-24 at 9.42.21 PM

Tomates e morangos da feira

21 de março de 2014

Screen shot 2014-03-21 at 12.46.24 PM

O porquê da caligrafia na Era Digital ¶ Princípios práticos e pedagógicos de Katharine Wolff

16 de março de 2014

Screen shot 2014-03-16 at 12.30.26 PMEm paralelo ao crescimento fácil e rápido da tecnologia, o foco de minha carreira em arte e em educação tem sido ensinar paciência, mostrando aos estudantes que aprender a ocupar o tempo com habilidades manuais pode ensiná-los a ver. Quando trabalhei como designer gráfico em Chicago de 1975 a 1978, minha curiosidade foi despertada por um director de arte de um escritório alemão e por seu aproach não convencional em relação a tipografia. Então depois de me informar sobre sua formação, decidi seguir para a Basel School of Design, atraída por sua tradição em desenho(drawing) e no seu processo de ensino orientado para o design. Tendo completado os dois anos do programa de graduação chamado Weiterbildungsklasse für Grafk, um dos meus professores me recomendou para um cargo de professor nos EUA. Nunca havia considerado trabalhar em educação profissionalmente, mas quando comecei a leccionar em Chicago, em 1981, no Instituto de Design (originalmente nomeado como New Bauhaus por László Moholy-Nagy, seu fundador) me dei conta que os estudantes necessitavam de um contraponto para aprofundar o foco em teoria do design e programas de computador. No início dos anos 1980 os cursos de computação gráfica já estavam solidamente integrados no currículo de muitas universidades nos EUA; empresas de composição tipográfica estavam aposentando suas matrizes de metal e mudando, com grande risco financeiro, para tipografia computadorizada a laser. Toda a indústria de impressão estava a beira de uma revolução.  Quando Steve Jobs em 19184, lançou o computador pessoal Macintosh diante de um público de duas mil pessoas, gerou um pandemônio. Com a chegada do Mac, a composição  tipográfica foi colocada nas mãos de todo mundo, a tipografia e o design tornaram-se o novo território das secretarias e desenvolveu-se o desktop publisher. As possibilidades do design computadorizado eram sedutoras; muitos profissionais e educadores de design ficaram perplexos. Como é que esses avanço da tecnologia poderiam colocar em cheque esta habilidade ou até mesmo alterar nossa percepção visual? Por volta de 1984 tornei-me professora assistente e chefe do Departamento de Comunicação Visual da School of the Art Institute of Chicago e tive liberdade para desenvolver um currículo de design gráfico para os programas de graduação e pós-graduação e para escolher quem tinha aptidão para dar os cursos que considerava fundamentais em um programa de design. Entre outros cursos fundamentais, como design bidimensional, tipografia, composição e cor, ensinamos o design de letras (letterforma design).  Para prosseguir meus estudos pessoais em caligrafia, que acreditava serem úteis para a compreensão da tipografia e do lettering, fui agraciada com uma bolsa para viajar e estudar com mestres calígrafos, incluindo o gravador em pedra Rees of Wales e o tipógrafo Hermann Zapf. Adquirindo novas habilidades em muitas tradições da escrita manual e pintura de signos, descobri que a caligrafia e a ligação pivotante entre desenho (drawing) e tipografia. Comecei a ampliar os conhecimentos e me conscientizar, que o que nos leva à maestria da arte do lettering é a pesquisa para descobrir os componentes básicos do ritmo, ordem e os processos que se encontram abaixo da superfície e são semelhantes aos sistemas encontrados na natureza.  Em meio a turbulência no âmbito das comunicações visuais, a perspectiva de meu futuro artístico seria tentar resolver a complicado choque entre tecnologia e trabalho manual e, consequentemente, determinar meus objectivos em educação para os próximos trinta anos. Para mim a escola é um oásis para as mudanças e o prazer, que me dá satisfação quotidiana desde quando iniciei a dar aulas. Meu modo de ensinar é baseado no encorajamento dos estudantes de procurar eles mesmos o seu entendimento sobre a forma das letras (letterform) por meio de questionamentos. Perguntar sobre detalhes ou sobre o todo podem tornar a forma didáctica em um questionamento recíproco, uma demonstração espontânea, o discernimento do contexto histórico ou comparações teóricas. Meu principal objetivo é ensinar aos alunos como podem ensinar a si mesmos. Estes processos manuais de aprendizado estão representados nos trabalhos de meus estudantes de design tipográfico na Zurich University of the Arts.

“A tipografia é o motor do design gráfico e a escrita é seu combustível.”

13 de março de 2014

Observando a abundância de imagens/pictures que usamos agora para a comunicação, e a proliferação de telas coloridas LCD, ora em pequenos formatos no bolso, ou em grandes na sala de estar, podemos nos convencer a abraçar a crença comum de que há  a substituição da palavra escrita pela imagem como a  principal ferramenta de comunicação. É uma mudança, mas esta é apenas uma mudança superficial, ligeira. A utilidade da imagem cresceu bastante com os desenvolvimentos da tecnologia no século XX, mas sem um contexto suficiente ou sem conhecimento prévio, estas imagens sempre precisam ser explicadas com o suporte do texto. Quase sempre a comunicação real tem sido realizada pelas palavras, e ela que é o suporte da imagem.  É muito difícil produzir design gráfico sem palavras, mas parece mais fácil fazê-lo apenas com palavras . Cada texto cujas ideias avançadas sugerem que estamos nos dirigindo para uma comunicação baseada em imagens, é geralmente feito com muitas palavras. […] Letras são imagens altamente especializadas, e nós temos sempre de ler palavras como imagens. Palavras são percebidas como a silhueta de uma imagem–forma; as letras são compostas de pequenas figuras muito precisas, e escritas com uma forma de desenhar altamente desenvolvida e especializada. O alfabeto é uma das maiores invenções do homem; ele tornou possível a preservação e a compreensão clara do pensamento humano, e é simples de aprender.  Ele também tem grande significância; enquanto o advento da tipografia/tipos —alfabetos impressos— simplificou todo e qualquer desenvolvimento da forma das letras, o alfabeto foi muito mais utilizado nos últimos 500 anos do que no período anterior. A tipografia é  o motor do design gráfico, e a escrita é seu combustível. Mas mais do que isso, o alfabeto é o capacitador da tecnologia de comunicação de massa desde o código Morse até a internet. “Alfabeto” é um termo genérico; existem muitos alfabetos. Esta obra [Shapes for Sounds (cowhouse), de Timothy Donaldson], é uma tentativa de mostrar a gênesis e o desenvolvimento do mais popular deles, ao juntamente com o desenvolvimento de seus parentes próximos, e para demonstrar que isso possa ter acontecido de forma diferente . Ele também investiga questões como: porque temos estas três letras K, Q e C, que representam o mesmo som, mas nenhuma letra para os sons NG, TH ou CH, ou o porquê do som que o S produz na palavra mesura? O livro faz isso com bastante imagens, mas com muito mais palavras. Prefácio de Timotthy Donaldson, em Shapes for Sounds, editoraMark Batty, Nova York, 2008.

A cenoura na embalagem da feira livre

13 de março de 2014

Screen shot 2014-03-13 at 4.00.16 PM

Aula magna no curso de design da FAU USP – Março 2007 – Introdução – Design contemporâneo

13 de março de 2014

Bom, gostaria de dizer a vocês que não sou tudo isso que está no currículo de apresentação; somos o que somos, e na verdade a produção de nossa vida profissional não deve ser carregada como uma mala – e é preciso mantê-la atualizada. Não sou teórico, nem historiador, nem jornalista, embora escreva, procure usar a história ,como ferramenta no trabalho e tenha colaborado muito tempo em revistas e jornais. Tenho meu escritório desde que eu estava no terceiro ou quarto ano da faculdade, e isso é uma escolha que precisamos fazer, cedo ou tarde. Você pode escolher trabalhar em uma multinacional, em um escritório particular, ou pode optar por ter sua própria vida particular e construí-la de acordo com a sua visão de mundo. Vocês têm um mundo completamente diferente do mundo no qual me formei, e têm que construir o próprio mercado e a própria maneira profissional de agir, na medida em que vocês entenderem o mundo em que vivem. Isso não os obriga a serem de vanguarda, e não os desobriga de se empregarem e terem uma vida normal. Hoje em dia eu continuo com meu escritório, mas tenho outras atividades dentre as quais a fundamental é justamente a discussão da formação profissional. No momento, além de designer sou editor de coleções de design, e procuro colocar no mercado algumas ideias contemporâneas do mundo do design. Contemporâneo é hoje, não ontem. O contemporâneo é umas das coisas mais difíceis de apropriar, com a Internet e todas essas facilidades que o mundo oferece para a geração de vocês. Eu estudei arquitetura, trabalhei um tempo como arquiteto, mas sempre trabalhei paralelamente como programador visual. Isso era nos anos 1960, e naquela época não existia design gráfico, não existia Internet, não existia computador pessoal, nem outros aparelhos modernos de hoje em dia. Mas eu sempre tive curiosidade por outras áreas, e uma que muito me interessou foi a área da escrita. Eu penso que atualmente nenhum profissional de qualquer área, e em particular nenhum designer, será bom na sua área se não souber escrever e não souber ler. Aquele que não dominar o verbal não vai trabalha satisfatoriamente na Internet. Não tem mais essa coisa de “eu escrevo e ele desenha”, “eu pinto e ele lê”. Se você não dominar as linguagens verbais e visuais, você não será um profissional inteiro. Isso reforça aquela velha história da academia: você tem que ter curiosidade, pesquisar, ler, e assim aprender a escrever. Se não for assim, nunca vai sair do lugar-comum: será um operador de máquina ou um esmerilhador de software, mas nunca será um designer no sentido pleno da palavra. (Continua) Claudio Ferlauto

A coroa e a rosa na bolacha da cerveja

9 de março de 2014

Screen shot 2014-03-09 at 11.33.46 AM