John Dewey: artes tecnológicas e úteis

17 de setembro de 2014

John Dewey
em Arte como experiência (Martins Fontes, 2012)
A organização das energias
Tel antigoO elemento comum a todas as artes, tecnológicas e úteis, é a organização da energia como meio para produzir um resultado. Nos produtos que nos parecem meramente úteis, nosso único interesse está em algo além da coisa, e, quando não nos interessamos por esse produto ulterior, somos indiferentes ao objeto em si. Podemos passar por ele sem realmente vê-lo, ou ele pode ser displicentemente  inspecionado, ao olharmos para uma curiosidade que nos dizem ser notável. No objeto estético, o objeto opera —como também pode fazer, é claro, um objeto que tenha utilidade externa— no sentido de reunir energias que estiveram separadamente ocupadas em lidar com muitas coisas diferentes em diferentes ocasiões, e de lhes dar aquela organização rítmica particular que chamamos (pensando no efeito, e não no modo de efetuação), esclarecimento, intensificação, concentração. As energias que permanecem em estado potencial em relação umas às outras, por mais que sejam reais em si, evocam e reforçam diretamente umas às outras, em prol da experiência resultante. ¶ O que se aplica à produção original se aplica à percepção apreciativa. Falamos em percepção e seu objeto. Mas a percepção e seu objeto se constroem esse complementam em uma mesma operação contínua. Aquilo que chamamos o objeto, A nuvem, rio ou peça de vestuário lhe tem imputado uma existência independente de experiência real; isso se aplica ainda mais no que chamamos de molécula de carbono, O íon de hidrogénio, as entidades da ciência de um modo geral.

¿A maça de Turing ou de Disney?

17 de setembro de 2014

Screen shot 2014-09-17 at 5.19.25 PMUma vez tempos atrás quatro jovens se acreditavam mais importantes que Jesus.  ¿Existe macã mais famosa que a do Paraíso? Steve Jobs deve 
ter pensado algo semelhante: a minha é mais do que a de Adão&Eva. Ponto. ¶ Essa fruta popular e saborosa pode representar a maçã com sicuta que Alan Turing preparou para dar fim às suas pesquisas e à sua vida. ¶ Outros  —mal intencionados— afirmam ser a macã da Branca de Neve; alguns 
ingênuos, lembram a de Adão e Eva; e os cientistas afirmam referir-se ao caso de Newton com a gravidade.Após ter se livrado das listras coloridas do arco íris e da moda passageira do visual 3D ela pede um reposicionamento: ficou velha e está apodrecendo. ¶ E, além do mais, a mordida não tem origem semântica: um antigo colaborador da empresa, afirmou em off, que a mordida foi criada para distinguí-la da minúscula cereja.

O que é estético? segundo John Dewey

4 de setembro de 2014

Em  ARTE COMO EXPERIÊNCIA, John Dewy, Martins Fontes, 2012

A criação da obra de arte define o campo que Dewey às vezes chama de ‘artístico’, distinto do ‘estético’, que é o campo da resposta apreciativa. A confusão é gerada pela circunstância de, no uso comum ‘estético’ ser também usado para significar qualquer coisa relacionada com a arte, qualquer coisa relacionada com a filosofia da arte ou qualquer coisa relacionada com obras de arte de alta qualidade.

Na introdução de Abraham Kaplan.

& segundo Dewey:

Na língua inglesa não há uma palavra que inclua de forma inequívoca o que é expresso pelas palavras ‘artístico’ e ‘estético’.
Visto que ‘artístico’ se refere primordialmente ao ato da produção e ‘estético’ ao da percepção e prazer, a inexistência de um termo que designe o conjunto dos dois processos é lamentável.
[…]
A palavra ‘estético’ refere-se, como já assinalamos, à experiência como apreciação, percepção e deleite.
Mais denota o ponto de vista do consumidor do que o do produtor.
É o gosto e tal como na culinária, a clara ação habilidosa fica ao lado do cozinheiro que prepara os alimentos
[…].
Essa ilustração, porém, assim como a relação existente ao se ter uma experiência entre o agir e o ficar sujeito a algo,
indicam que uma distinção entre o estético e o artístico não pode ser levada a ponto de se tornar uma separação.

Pôster indoor: embalagem

29 de agosto de 2014
Curso Design Gráfico, Anhembi Morumbi, agosto 2014

Curso Design Gráfico, Anhembi Morumbi, agosto 2014

Ponto de vista do palestrante

22 de agosto de 2014

Screen shot 2014-08-22 at 6.09.19 PM

Mapping the future/Eye magazine #88

21 de agosto de 2014

Design education in Brazil has a strong tradition of excellence. But is it in danger of being lost, asks Cláudio Ferlauto

Brazil has nearly 800 design schools, and most of them offer courses in graphic design. The more traditional ones evolved from the architecture or fine arts schools, which included in their curriculums product and graphic design courses, then know as visual programming. The irony is that, despite this rich diversity, there are now currently more than twenty design courses in the process of being discontinued, owing to market, administrative or technical issues.

Texto completo em http://www.eyemagazine.com/feature/article/open-up-the-future

Artur Rebelo, Nikki Gonnissen & Antonio Silveira Gomes no AGI Open São Paulo agosto 2014

Artur Rebelo, Nikki Gonnissen & Antonio Silveira Gomes no AGI Open São Paulo agosto 2014

AGI Open, São Paulo na revista Eye/Londres

14 de agosto de 2014

Brazil has nearly 800 design schools, and most of them offer courses in graphic design. The more traditional ones evolved from the architecture or fine arts schools, which included courses in product and graphic design (then known as ‘visual programming’) in their curriculums. The irony is that, despite this rich diversity, more than twenty design courses are now in the process of being discontinued.

Screen shot 2014-08-14 at 9.46.07 PM

Grande mostra ‘Weingart Typografies’ no Museum für Gestaltung Zürich

14 de agosto de 2014

Screen shot 2014-08-14 at 9.46.58 PMWolfgang Weingart is regarded as the “enfant terrible” of modern Swiss typography. At an early stage he broke with the established rules: He freed letters from the shackles of the design grid, spaced, underlined or reshaped them and reorganized type-setting. Later he mounted halftone films to form collages, anticipating the digital sampling of the post-modern “New Wave”. As a typography teacher at the Basel School of Design Weingart shaped several generations of designers from 1968 onwards. They came from throughout the world and helped him achieve international recognition. Weingart’s experimental design approach and the connection between analog and digital techniques that he called for are topical again today. His life’s work is shown for the first time in Switzerland and juxtaposed with works produced through his teaching activity.

Papo de beira de piscina [recolhido surfando nos ninhos de lugar comum da web]

1 de agosto de 2014

Screen shot 2014-08-01 at 4.16.25 PMEntender o Brasil e saber ler nossa realidade exige reflexões profundas, essenciais e complexas. O país e um competitivo mercado, cara pálida! Quem se espanta com tanta ignorância não conhece o Brasil e esses míopes comentários sobre a falta de cultura e breguice no ponto de venda: performances esquisitas e apropriações sociais para promover consumo ilustram de forma sui generis o que é realmente o nosso país. E a cultura de nosso país é muito rica, complexa e vasta, e nos requer cada vez mais na contemporaneidade para que compreendamos a cultura do consumidor. Cultura é caldeirão formado por uma mistura de questões: o varejo brasileiro é um desses caldeirões, por ser muito convidativo e atraente mas também por ser feroz e competitivo. A cobrança em cima dessa moçada(os agentes do consumo) é enorme, pegam busão lotado, suam a camisa de verdade, usam a criatividade para ralar no dia-a-dia e dão um tapa na cara de muitas agências de publicidade com suas técnicas (também) de inflar consumo para construir conexões solidas entre produção e consumo.
E finalmente: o Brasil são vários Brasis.

Marca em flexografia + photoshop

20 de julho de 2014
Embalagem de feira livre, São Paulo, 2014

Embalagem de feira livre, São Paulo, 2014