Desk top, 2014

16 de outubro de 2014

Screen shot 2014-10-16 at 12.00.50 PM

Revista Gráfica #91–92 editor Miran

27 de setembro de 2014
Desenho de Cadernos de Nota, Claudio Ferlauto

Desenho de Cadernos de Nota, Claudio Ferlauto

A ARTE UNE O REINO ESPIRITUAL AO MATERIAL, Camille Paglia

27 de setembro de 2014

Imagens cintilantesImagens cintilantes.

Uma viagem através da arte.

Camille Paglia,

Apicuri, 2014.

Precisamos reaprender a ver. Em meio a tamanha e neurótica poluição visual, é essencial encontrar o foco, a base da estabilidade, da identidade e da direção da vida. As crianças sobretudo, merecem ser salvas desse turbilhão de imagens tremeluzentes  que as vicia em distrações sedutoras e fazem a realidade social, com seus deveres e preocupações éticas parceria estúpida e fútil. A única maneira de ensinar o foco é oferecer aos olhos oportunidades de percepção estável —e o melhor caminho para isso é a contemplação da arte. Olhar para a arte exige sossego e receptividade, mas é uma empreitada que restaura nossos sentidos e produz uma serenidade mágica.

[…]

As belas artes estão encolhendo e recuando no mundo inteiro. Vídeo games, em animação digital e esportes na TV têm muito mais energia e variedade, além de um impacto muito mais significativo sobre as gerações mais jovens. As artes estão travando um combate de retaguarda, com sua própria sobrevivência em jogo. Os museus têm adotado a publicidade e as mesmas técnicas de marketing inventadas por Hollywood para atrair multidões […] mas os grandes cartazes continuam sendo os Velhos Mestres ou a pintura impressionista, e não a arte contemporânea. Nenhum estilo galvanizados surgiu desde a Pop Art, que matou a vanguarda ao abraçar a cultura comercial. […] E entretanto por quinhentos anos, desde a aurora do Renascimento, as mais complexas e particularmente expressivas obras de arte já produzidas no mundo foram executadas em pintura —da têmpera e óleo ao acrílico. O declínio da pintura desconectou futuros artistas de sua mais nobre linhagem.

Em tempos de máquinas tentadoras e mágicas, uma sociedade que esquece a arte corre o risco de perder a alma.

[…]

A questão mais importante acerca da arte é: o que permanece, e por quê? as definições de beleza e os padrões de gosto mudam constantemente, mas padrões persistente subsistem. Defendo uma visão cíclica da cultura: os estilos crescem, chegam ao ápice e decaem, para tornarem a florescer, num renascer periódico. A linha de influência artística pode ser vista claramente na cultura ocidental, com várias interrupções e recuperações, desde o Egito antigo até hoje —uma saga de 5 mil anos que não é (como diria o jargão acadêmico) uma “narrativa” arbitrária e imperialista. Grande número de objectos teimosamente concretos —não apenas “textos” vacilantes e subjectivos— sobrevivem desde a antiguidade e as sociedades que moldaram. ¶ A civilização é definida pelo direito e pela arte. As leis governam o nosso comportamento exterior, ao passo que a arte define nossa alma. Às vezes a arte glorifica o direito, como no Egito; às vezes desafia a lei como no Romantismo. O problema com as abordagens marxistas que hoje permeiam o mundo académico (via pós-estruturalismo e Escola de Frankfurt) é que o marxismo nada enxerga além da sociedade. O marxismo carece de metafísica —isto é, de uma investigação da relação do homem com o universo, inclusive a natureza. O marxismo também carece de psicologia: crê que os seres humanos são motivados apenas por necessidades e desejos materiais. Ele não consegue dar conta das infinitas refracções da consciência, das aspirações e das conquistas humanas. Por não perceber a dimensão espiritual da vida ele reduz reflexivamente a arte à ideologia […].

John Dewey: artes tecnológicas e úteis

17 de setembro de 2014

John Dewey
em Arte como experiência (Martins Fontes, 2012)
A organização das energias
Tel antigoO elemento comum a todas as artes, tecnológicas e úteis, é a organização da energia como meio para produzir um resultado. Nos produtos que nos parecem meramente úteis, nosso único interesse está em algo além da coisa, e, quando não nos interessamos por esse produto ulterior, somos indiferentes ao objeto em si. Podemos passar por ele sem realmente vê-lo, ou ele pode ser displicentemente  inspecionado, ao olharmos para uma curiosidade que nos dizem ser notável. No objeto estético, o objeto opera —como também pode fazer, é claro, um objeto que tenha utilidade externa— no sentido de reunir energias que estiveram separadamente ocupadas em lidar com muitas coisas diferentes em diferentes ocasiões, e de lhes dar aquela organização rítmica particular que chamamos (pensando no efeito, e não no modo de efetuação), esclarecimento, intensificação, concentração. As energias que permanecem em estado potencial em relação umas às outras, por mais que sejam reais em si, evocam e reforçam diretamente umas às outras, em prol da experiência resultante. ¶ O que se aplica à produção original se aplica à percepção apreciativa. Falamos em percepção e seu objeto. Mas a percepção e seu objeto se constroem esse complementam em uma mesma operação contínua. Aquilo que chamamos o objeto, A nuvem, rio ou peça de vestuário lhe tem imputado uma existência independente de experiência real; isso se aplica ainda mais no que chamamos de molécula de carbono, O íon de hidrogénio, as entidades da ciência de um modo geral.

¿A maça de Turing ou de Disney?

17 de setembro de 2014

Screen shot 2014-09-17 at 5.19.25 PMUma vez tempos atrás quatro jovens se acreditavam mais importantes que Jesus.  ¿Existe macã mais famosa que a do Paraíso? Steve Jobs deve 
ter pensado algo semelhante: a minha é mais do que a de Adão&Eva. Ponto. ¶ Essa fruta popular e saborosa pode representar a maçã com sicuta que Alan Turing preparou para dar fim às suas pesquisas e à sua vida. ¶ Outros  —mal intencionados— afirmam ser a macã da Branca de Neve; alguns 
ingênuos, lembram a de Adão e Eva; e os cientistas afirmam referir-se ao caso de Newton com a gravidade.Após ter se livrado das listras coloridas do arco íris e da moda passageira do visual 3D ela pede um reposicionamento: ficou velha e está apodrecendo. ¶ E, além do mais, a mordida não tem origem semântica: um antigo colaborador da empresa, afirmou em off, que a mordida foi criada para distinguí-la da minúscula cereja.

O que é estético? segundo John Dewey

4 de setembro de 2014

Em  ARTE COMO EXPERIÊNCIA, John Dewy, Martins Fontes, 2012

A criação da obra de arte define o campo que Dewey às vezes chama de ‘artístico’, distinto do ‘estético’, que é o campo da resposta apreciativa. A confusão é gerada pela circunstância de, no uso comum ‘estético’ ser também usado para significar qualquer coisa relacionada com a arte, qualquer coisa relacionada com a filosofia da arte ou qualquer coisa relacionada com obras de arte de alta qualidade.

Na introdução de Abraham Kaplan.

& segundo Dewey:

Na língua inglesa não há uma palavra que inclua de forma inequívoca o que é expresso pelas palavras ‘artístico’ e ‘estético’.
Visto que ‘artístico’ se refere primordialmente ao ato da produção e ‘estético’ ao da percepção e prazer, a inexistência de um termo que designe o conjunto dos dois processos é lamentável.
[…]
A palavra ‘estético’ refere-se, como já assinalamos, à experiência como apreciação, percepção e deleite.
Mais denota o ponto de vista do consumidor do que o do produtor.
É o gosto e tal como na culinária, a clara ação habilidosa fica ao lado do cozinheiro que prepara os alimentos
[…].
Essa ilustração, porém, assim como a relação existente ao se ter uma experiência entre o agir e o ficar sujeito a algo,
indicam que uma distinção entre o estético e o artístico não pode ser levada a ponto de se tornar uma separação.

Pôster indoor: embalagem

29 de agosto de 2014
Curso Design Gráfico, Anhembi Morumbi, agosto 2014

Curso Design Gráfico, Anhembi Morumbi, agosto 2014

Ponto de vista do palestrante

22 de agosto de 2014

Screen shot 2014-08-22 at 6.09.19 PM

Mapping the future/Eye magazine #88

21 de agosto de 2014

Design education in Brazil has a strong tradition of excellence. But is it in danger of being lost, asks Cláudio Ferlauto

Brazil has nearly 800 design schools, and most of them offer courses in graphic design. The more traditional ones evolved from the architecture or fine arts schools, which included in their curriculums product and graphic design courses, then know as visual programming. The irony is that, despite this rich diversity, there are now currently more than twenty design courses in the process of being discontinued, owing to market, administrative or technical issues.

Texto completo em http://www.eyemagazine.com/feature/article/open-up-the-future

Artur Rebelo, Nikki Gonnissen & Antonio Silveira Gomes no AGI Open São Paulo agosto 2014

Artur Rebelo, Nikki Gonnissen & Antonio Silveira Gomes no AGI Open São Paulo agosto 2014

AGI Open, São Paulo na revista Eye/Londres

14 de agosto de 2014

Brazil has nearly 800 design schools, and most of them offer courses in graphic design. The more traditional ones evolved from the architecture or fine arts schools, which included courses in product and graphic design (then known as ‘visual programming’) in their curriculums. The irony is that, despite this rich diversity, more than twenty design courses are now in the process of being discontinued.

Screen shot 2014-08-14 at 9.46.07 PM